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Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
Adestrador de cães por mais de 20 anos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cão agitado VS Cão calmo

    Ao escolher um filhote aqui no Brasil normalmente procuramos o cachorrinho mais ativo, que vem na gente primeiro que os outros, que inicia as brincadeiras e muitas vezes escolhemos o dominante do bando. Quando este chega em nossa casa queremos um cachorro calmo. Mas como podemos querer um cachorro calmo após ter escolhido o mais agitado da ninhada? E agora será que tem solução? Um pouco mais difícil sim fazer de um cão agitado um cão calmo, mas lhes afirmo que é possível, pois os cães são 70% a 75% aquilo que aprende o que convive conosco e 25% a 30% é genético, então podemos modelar do nosso jeitinho, é só agir da maneira correta e ele reagirá como esperado. Mas tenha sempre em mente que todo cachorro precisa de exercícios, de um líder e de carinhos, como diria o nosso estimado Cesar Millan Favela (O Encantador de Cães) “Exercícios, Disciplina e Carinho”.
    Muitas vezes precisamos de um cachorro mais agitado e em outras de um cachorro mais calmo, dependendo da utilização do mesmo. Um cachorro que faz agility não pode estar calmo na hora da competição, um cachorro que convive com idosos não pode ser agitado.
    Mas vamos agora dar duas receitinhas, uma para se ter um cão calmo e outra para se ter um cão mais agitado:

    1 – Para se ter um cão calmo – Além dos exercícios, de manter a liderança e de dar carinho há alguns detalhes quanto a cada um destes pontos e quanto as nossas ações no dia-a-dia que irão influenciar no comportamento de seu cachorro. Os exercícios não devem ser agitados, como corridas, saltos, cabo de guerra. Procure fazer com ele caminhas calmas, suba e desça escadas calmamente, natação também é uma boa opção pra que tem como utilizar este recurso. Quando fizer carinhos nele procure colocar as duas mãos em seu corpo e deslize vagarosamente, como se estivesse fazendo uma massagem relaxante, nunca de tapas como carinho por que isto o deixará agitado. Só de carinhos ou petiscos ou mesmo a sua comida, quando este estiver calmo e tranquilo. Outro detalhe muito importante, que muitas pessoas não dão muita bola para tal é o modo de falar, sendo a audição um dos principais instrumentos de trabalho de um cachorro é então através dele que este perceberá muitas coisas. Quando gritamos ou falamos rápida e agitadamente, teremos como resultado um cachorro agitado. Procure então falar em tom baixo, suave, tranquila e vagarosamente. E sempre que falamos baixo em tom mais suave e grave o cachorro costuma prestar mais atenção e respeita muito mais.
    2 – Para se ter um cão mais agitado e ativo – Além dos exercícios, de manter a liderança e de dar carinho há alguns detalhes quanto a cada um destes pontos e quanto as nossas ações no dia-a-dia que irão influenciar no comportamento de seu cachorro. Procure fazer exercícios vigorosos, caminhadas devem ser rápidas, saltos são muito bons para isto, corridas também, brincadeiras de cabo de guerra e de atirar bolinha para este buscar são excelentes. Ao dar-lhe carinhos pode fazer com vigor, até mesmo dando tapinhas em sua musculatura, isto o deixará mais ativo. Quando falar com ele, procure falar em tons mais altos, rapidamente, estimulando-o.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pastor de Beauce



            “Descendente dos “cães de planície” que antigamente vigiavam os rebanhos da Bacia parisiense. Entre eles, os de pelo curto foram denominados, no final do século XIX, de Beucerons. Os de pelo longo se denominaram os Briards. E. Boulet (mais conhecido pelos seus grifos do mesmo nome), instigador da raça, participou à criação de um Clube Frances do Cão de pastor em 1896. Em 1911, nasceu o Clube dos Amigos do Beauceron. Devido as suas marcas fogo nas extremidades dos membros, o Beauceron foi qualificado de “Bas Rouge” (Meias Vermelhas). A seleção do Beauceron hesitou muito tempo entre o trabalho com rebanho, as exposições, os concursos de guarda e de defesa. Todavia, mantiveram-se sobretudo fieis ao tipo  condutor de rebanho. Muito difundido na frança, mas praticamente desconhecido no estrangeiro, exceto na Bélgica.



Grande harmonia, tipo lupóide, mediolíneo, constituição geral sólida. Passadas leves, soltas, (trote alongado).



Cabeça – Longa (2/5° do tamanho), modelada. Crânio chato, stop pouco pronunciado. Cana nasal ligeiramente convexo. Focinho nem estreito nem pontiagudo.

Olhos – Redondos, escuros, com uma expressão franca.

Orelhas – De inserção alta, naturalmente pendentes, não coladas, mas chatas e curtas. Se forem cortadas, são portadas eretas.

Corpo – Sólido, poderoso, de construção geral sólida e musculoso sem ser pesado. Pescoço musculoso. Peito largo, alto e profundo. Dorso reto. Lombo largo. Garupa pouco inclinada.

Membros – Pernas portadas ligeiramente para trás. Patas ovais, compactas. Ergots duplos nos membros posteriores, situados no interior, junto da pata. Patas fortes e redondas.

Cauda – inteira, portada baixa, ligeiramente guarnecida de pelos, descendo até a ponta do jarrete, sem desviar, formando um ligeiro gancho em forma de J.

Pelo – Raso na cabeça, forte, grosso, assentado (3-4 cm de comprimento) no corpo. As coxas e parte inferior ligeiramente franjado. Subpelo muito curto, fino, denso e penugento, de preferência cinza rato.

Pelagem – Preta e fogo (bicolor), luvas vermelhas (o mais frequente). Cor preta muito carregada. Fogo: canela. Marcas fogo: nas pastilhas por cimados olhos, de ambos os lados do focinho, garganta, na parte inferior da cauda; nos membros fogo descendo  até as patas e os antebraços (gênero de “meias” a que se deve o nome de Bas-Rouge (“Meias-Vermelhas”). Arlequim, cinza, preto, e fogo (tricolor), cinza e preto distribuídos em partes equivalentes, em manchas e com as mesmas marcas fogo clássicas).

Tamanho – Macho: de 65 a 70 cm. Fêmea: de 61 a 68 cm.

Peso – De 30 a 40 kg.

Temperamento, aptidões, educação – Fiel, corajoso, rápido, resistente, vigilante com um presença dissuasiva surpreendente. Incorruptível e desconfiado com estranhos. Fiel a seu dono, manso com as crianças, só consegue ser feliz no meio de uma família. É preciso saber que ele se mostra dominador perante outro macho. Seu faro de grande desempenho é utilizado desde a pistagem até a busca de trufas. É um obediente atrevido, isto é um cão com comportamento direto, dinâmico, corajoso no trabalho e ao mesmo tempo manejável e obediente.

Conselhos – Esse “gentilhomme campagnard”(Nobre Campônes) rústico precisa de espaço e de exercício. Não pode viver em apartamentos. Não o prender. Não pode ficar fechado. Precisa de uma educação estrita, de ordens, de uma atividade para despender sua energia. Sua maturidade é tardia. Duas a três escovações semanais chegam. Cortar regularmente os ergots.

Utilizações – Pastoreio de rebanho (ovinos e bovinos), cão de defesa, d guarda, exército, regate, farejador... e companhia.”


Texto extraído do Livro – Enciclopédia do Cão Royal Canin, Aniwa Publishing

Tradução Brasileira. Tradutores: S. Artamonoff, B. Delevallee, M. D´Orey de Faria, L. Gonçalves, B. Magne, E. Rio Branco, M. Rosemberg, Madame Antunes.

Revisões: Claudette Mouette, Yves micelli, Valeria Cardoso de Melo Carvalho



Cedido gentilmente pela Clinica Veterinária Bichos do Sul

Veterinários responsáveis: Dr. Alexandro Ayala e Dra. Keli C. Tolotti Ayala

End. Av. Com. Ismael Chaves Barcellos, Nº 401 – Engenho – Guaíba/RS

Telefones: 9975.4720   -   9947.4689   -   34916100

sábado, 17 de dezembro de 2011

Pastor Australiano




“Esta raça que conta nos seus ancestrais Cães de pastoreio australianos, nasceu Ca Califórnia, no século XX, onde foi utilizada como Cão de pastoreio para as fazendas e os ranchos.

Cabeça – Nitidamente desenhada, forte, seca. Crânio largo e longo. Stop moderado bem definido. Trufa preta ou marrom segundo a pelagem.

Olhos – Amendoados. Cor marrom, azul, âmbar ou qualquer variação ou combinação dessas cores.

Orelhas – Inseridas, altas e triangulares. Conchas de dimensões moderadas. Dobradas para frente ou para o lado quando o cão está em alerta. As orelhas eretas ou pendentes constituem uma falta grave.

Corpo – Pescoço forte. Linha superior reta, sólida. Peito alto. Costelas bem arqueadas. Garupa ligeiramente inclinada.

Membros – Ossatura forte. Patas ovais, compactas.

Cauda – Reta, naturalmente curta ou amputada (nunca deverá ter mais de 10 cm de comprimento).

Pelo – De comprimento e textura média, reto e ondulado. Juba, peitoral e culotes moderados.

Pelagem – Azul-Merle, preta, vermelha-merle. Todas essas cores com ou sem manchas brancas, com ou sem manchasfogo (tan, cor cobre). O colar branco não se alonga para além da cernelha. O branco é tolerado no pescoço, antepeito, membros, parte inferior do focinho, com lista na testa. Áreas coloridas devem contornar totalmente os olhos.

Tamanho – Macho: 51 a 58 cm. Fêmeas: 46 a 53 cm.

Peso – de 20 a 25 kg.

Temperamento, aptidões, educação – Extremamente ativo, resistente, rápido, capaz de correr até 60 km por dia, inteligente, pode trabalhar com grandes rebanhos. Esse extraordinário pastor também é um cão de guarda nas fazendas. Afetuoso, manso, cheio de boa vontade, extremamente fiel, é um bom companheiro.

Conselhos – Habituado aos grandes espaços, de de uma energia incansável, não foi feito para viver fechado e não suporta a vida em apartamentos. Uma escovação regular é suficiente para os cuidados de seu pelo.

Utilizações – Cão de pastoreio, guarda e companhia.”

Texto extraído do Livro – Enciclopédia do Cão Royal Canin, Aniwa Publishing
Tradução Brasileira. Tradutores: S. Artamonoff, B. Delevallee, M. D´Orey de Faria, L. Gonçalves, B. Magne, E. Rio Branco, M. Rosemberg, Madame Antunes.
Revisões: Claudette Mouette, Yves micelli, Valeria Cardoso de Melo Carvalho

Cedido gentilmente pela Clinica Veterinária Bichos do Sul
Veterinários responsáveis: Dr. Alexandro Ayala e Dra. Keli C. Tolotti Ayala
End. Av. Com. Ismael Chaves Barcellos, Nº 401 – Engenho – Guaíba/RS
Telefones: 9975.4720   -   9947.4689   -   34916100